Para onde vai a internet em 2017, segundo Mary Meeker

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Mary Meeker publica o relatório de tendências mais esperado pelo mercado / Claudio Solari/Creative Commons
Mary Meeker publica o relatório de tendências mais esperado pelo mercado / Claudio Solari/Creative Commons

O Internet Trends, elaborado por Mary Meeker, sócia da empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers, é o relatório anual de tendências da internet mais aguardado pelo mercado.
Ele foi apresentado na semana passada, durante a Code Conference, organizada pela Vox Media.
No ano passado, os principais focos da apresentação foram a grande aposta na busca por voz e a expansão mais difícil da Internet.
Neste ano, Mary Meeker trouxe informações importantes sobre publicidade online, jogos interativos e como a internet está mudando o cenário econômico, com especial atenção para as oportunidades na China.
Veja abaixo algumas das principais tendências apresentadas neste ano e o que elas significam para o mercado.

Brasil está em segundo no tempo dedicado a celulares Android

Os brasileiros gastaram 110 bilhões de horas em smartphones Android no ano passado. O país perdeu apenas para a Índia nesse quesito.
O Brasil também foi o terceiro maior mercado para downloads na Google Play Store em 2016. Foram mais de 5 bilhões de aplicativos baixados no período.
Em 2016, 30% da população brasileira acessou a internet pelo celular.

Cresce a audiência dos jogos online no mundo

O relatório aponta que existem 2,6 bilhões de jogadores online no mundo, em comparação com apenas 100 milhões em 1995.
Em 2016, a receita global de jogos foi estimada em cerca de US$ 100 bilhões, sendo US$ 47 bilhões apenas na Ásia.
A audiência de e-sports cresce rapidamente. No ano passado, 161 milhões de pessoas assistiram a jogos online.
Um jogo único jogo teve 20 mil espectadores presenciais no Staples Center e 43 milhões online.
Mary Meeker considera os e-sports uma das maiores fontes de engajamento nas redes sociais, com grandes oportunidades para empresas.

Atualmente, 53% da audiência possui entre 21 e 35 anos. Esse grupo gosta de tanto de e-sports quanto de esportes tradicionais.


Publicidade online ultrapassa anúncios na televisão

A publicidade online, cada vez mais mensurável, cresce com anúncios em smartphones. As grandes plataformas como Facebook, Google e Snapchat focam em mostrar o retorno sobre o investimento dos anunciantes.
A preocupação das empresas deve ser com a qualidade do conteúdo.

O investimento global na publicidade online deve ultrapassar a TV neste ano.

O Google e o Facebook continuam donos de grande parte da receita digital. Juntos, eles possuem uma participação de 85% no crescimento da publicidade na internet.

As gigantes são ajudadas indiretamente pelo grande crescimento da audiência do Netflix, que chegou à marca de 175 bilhões de minutos mensais de vídeo entregue por mês desde 2010, enquanto as principais redes de TV registraram em média queda 10% de audiência.
Com essa migração, os anunciantes encontram sua audiência basicamente no Google e Facebook para anúncios online, como Instagram Ads, Facebook NewsFeed Ads e YouTube Ads.

Empresas chinesas conquistam espaço entre as gigantes

As principais empresas de tecnologia ampliam serviços para controlar segmentos como comércio eletrônico, mensagens, hardware e publicidade.
Empresas chinesas conquistam cada vez mais espaço entre as gigantes.

A China é líder mundial em serviços de transporte contratados via internet, com participação global de 67%, graças principalmente à inovação em aplicativos móveis.

Aplicativos e vestíveis cuidam da saúde

Hoje, cerca de 25% dos americanos possuem um dispositivo vestível, aumento de 12% em relação a 2016.
As pessoas estão mais dispostas a compartilhar dados sobre saúde e atividade física em busca de aplicativos que facilitem o monitoramento da saúde.

Design é cada vez mais importante

A proporção de designers para desenvolvedores em grandes empresas de tecnologia corporativas aumenta à medida que a experiência do usuário se torna um dos pontos centrais de sucesso dos produtos digitais.

Abaixo, a apresentação completa do relatório.


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