Quando os eletrodomésticos se conectam à internet

Até 2020, o mercado de casas inteligentes deve gerar € 122,7 bilhões / Divulgação
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Até 2020, o mercado de casas inteligentes deve movimentar € 122,7 bilhões / Divulgação
Até 2020, o mercado de casas inteligentes deve movimentar € 122,7 bilhões / Divulgação

Controlar aparelhos domésticos à distância é uma funcionalidade cada vez mais próxima da vida das famílias. A expectativa é que o mercado de casas inteligentes (smart home) tenha uma forte expansão nos próximos anos. E o Brasil não deve ficar de fora.
O estudo How to create growth from the connected home, da Deutsche Telekom, mostra que pelo menos 100 milhões de famílias pelo mundo já usam algum dispositivo para transformar seus lares em casas inteligentes. A expectativa é que o número supere 300 milhões de lares nos próximos dez anos.
Conforme o estudo, o mercado de casas inteligentes está entre os que mais crescem na próxima década. Até 2018, as famílias devem gastar cerca de € 90,9 bilhões em dispositivos inteligentes para casas. O valor pode chegar a € 122,7 bilhões em 2020.
A Deustche Telekom estima ainda que, nos próximos quatro anos, pelo menos 25% das casas pelo mundo que possuem banda larga tenha ao menos um dispositivo de segurança, energia, entretenimento ou de utensílio doméstico controlado remotamente pela internet via smartphone ou tablet.
O crescimento é acompanhado pela capacidade de expansão do mercado. Outro estudo da operadora demonstra que 72% das famílias alemãs nunca ouviram falar de casas conectadas.
Porém, quando o conceito de smart home é explicado, 98% dos entrevistados afirmam ter interesses no serviço.
Apesar das expectativas atraentes, o mercado atual ainda caminha nas primeiras gerações de eletrodomésticos.

Demanda no Brasil

No Brasil, a Electrolux lançou recentemente um ar condicionado e uma máquina de lavar roupas controladas à distância, via wi-fi, pelo celular. Os dois dispositivos são exclusividades do mercado brasileiro.
André Pontes, supervisor de Produtos da Electrolux, disse que o brasileiro está entre os mais abertos à tecnologia do mundo. Essa característica tem incentivado a empresa investir em tecnologias para o mercado local.
“É  claro que há algumas barreiras à entrada desses dispositivos no mercado nacional. A primeira delas é o custo deles e a segunda é a dúvida que tem o brasileiros de que o aparelho realmente será útil para ele. Mas nossas pesquisas apontam que o público do Brasil está disposto a investir nessas utilidades”, disse Pontes.
A expectativa, segundo o estudo da Deustche Telekom, é que a facilidade em ter objetos conectados atraiam rapidamente o interesse das famílias. Daqui quatro anos, ao menos 10 bilhões de objetos estejam conectados dentro das casas pelo mundo.
As casas inteligentes fazem parte da tendência chamada de internet das coisas.


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