Google Glass volta ao mercado em versão para a indústria

A fabricante de tratores Agco adotou a nova versão do Glass em sua linha de produção / Divulgação
Compartilhe

A fabricante de tratores Agco adotou a nova versão do Glass em sua linha de produção / Divulgação
A fabricante de tratores Agco adotou a nova versão do Glass em sua linha de produção / Divulgação

Os óculos de realidade aumentada Google Glass fizeram bastante barulho quando foram apresentados aos consumidores, em 2013.
Mas o aparelho acabou sendo tirado do mercado dois anos depois, por causa de preocupações com a privacidade, preço alto e baixa duração de bateria.
O Glass acaba de ser relançado numa Enterprise Edition, voltada para empresas. Dois dos quatro pilotos apresentados no relançamento são industriais (Agco e GE), um de logística (DHL) e outro de saúde (Sutter Health).
A Agco, que fabrica tratores de marcas como Massey Ferguson e Challenger, começou em 2014 um piloto com o Glass em sua fábrica na cidade de Jackson, Minnesota, nos Estados Unidos.
A empresa explica da seguinte forma o uso do Glass, numa aplicação de realidade assistida:

    “A realidade assistida é diferente da realidade virtual. O objetivo da realidade virtual é transportá-lo, fazendo com que você se sinta em outro espaço físico. A realidade assistida o mantém no ambiente presente, mas oferece informação adicional na sua linha de visão.”

Controle de qualidade

No piloto, a Agco adotou o Glass para controle de qualidade. Antes, eram usados tablets, que quebravam frequentemente. Um tablet industrial pode custar US$ 3 mil.
Atualmente, a empresa têm 100 pares de óculos empregados no controle de qualidade e outros processos de fabricação, como consultas a manuais de equipamentos e instruções de montagem.
A Agco informou ter conseguido os seguintes resultados com o Glass:

  • 30% de redução no tempo de inspeção, com a eliminação de documentos de papel e digitação;
  • 25% de redução no tempo de produção em linhas complexas e de baixo volume;
  • 50% de redução na curva de aprendizado para novos funcionários.

Com US$ 7,4 bilhões de faturamento no ano passado, a empresa planeja adotar o Glass em mais seis fábricas.

Não seja um “glasshole”

O Glass não é mais um produto do Google. Depois da gigante das buscas, a empresa responsável por ele passou a ser a X, da holding Alphabet, que também controla o Google.
A versão corporativa elimina o principal obstáculo no uso do Glass. Os usuários da versão anterior eram malvistos, pois quem estava em volta temia ser filmado pela câmera dos óculos sem saber.
O Google chegou até a publicar, na época, instruções sobre como não ser um “glasshole“, trocadilho com o xingamento asshole.


Compartilhe
Publicação Anterior

HBO e Netflix mostram a força do vídeo via internet

Próxima Publicação

São Paulo é a 42ª cidade para mulheres empreendedoras

Veja também

A WeWork planeja ter seis unidades no Brasil até o final deste ano / Renato Cruz/inova.jor

Mercado de coworking atrai investimento internacional

Compartilhe

CompartilheGrandes empresas internacionais de coworking (espaços compartilhados de trabalho) decidiram investir no Brasil. A norte-americana WeWork inaugurou recentemente um espaço  na Avenida Paulista e a europeia Spaces em Pinheiros, ambos em São Paulo. As duas têm […]


Compartilhe