Brasil cai no ranking de inovação em tecnologia limpa

O etanol celulósico é uma das áreas promissoras para o Brasil nos próximos anos / Secr. Agricultura SP/Creative Commons
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Tecnologia limpa: O etanol celulósico é uma das áreas promissoras para o Brasil nos próximos anos / Secr. Agricultura SP/Creative Commons
O etanol celulósico é uma das áreas promissoras para o Brasil nos próximos anos / Secr. Agricultura SP/Creative Commons

O Brasil caiu cinco posições no ranking de inovação em tecnologia limpa, ficando em 30.º lugar entre 40 países analisados.
A informação está disponível na terceira edição do relatório Global CleanTech Innovation Index, do WWF. O estudo anterior havia sido divulgado em 2014.
A principal queda do Brasil foi no indicador de inovação de tecnologia limpa comercializada, em que o País passou do 2.º lugar para o 29.º.
Segundo o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, o foco no pré-sal fez com que o Brasil perdesse, nos últimos anos, espaço em biocombustíveis e outras fontes renováveis de energia.
O destaque positivo para o Brasil foi na atividade empreendedora em estágio inicial, em que o País ficou em 1.º entre os 40 países.
Isso significa que o mercado brasileiro é promissor no médio e no longo prazo, desde que haja fontes de financiamento e políticas públicas favoráveis.
O coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, destaca oportunidades para o País nas seguintes áreas:

  • etanol celulósico,
  • uso de algas para produção de energia,
  • mini e microgeração de eletricidade,
  • bioquerosene para aviação, e
  • agricultura de baixo carbono

Cenários de inovação

As três melhores posições do índice foram ocupadas por Dinamarca, Finlândia e Suécia.
O estudo levou em conta três cenários de inovação em tecnologia limpa:

  • criadores de ecossistemas, em que se destacam países como Dinamarca, Suécia e Estados Unidos;
  • criadores de startups, como Israel, Finlândia e Canadá; e
  • comercializadores, como Alemanha, Cingapura e Coreia do Sul.

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