Como as aceleradoras selecionam startups

O mercado de aceleradoras é considerado consolidado e primordial para as startups brasileiras /Steven Zwerink/ Flickr / Creative Commons
Compartilhe

Estudo identificou 45 aceleradoras de startups em atuação no Brasil /Steven Zwerink/ Flickr / Creative Commons
Estudo identificou 45 aceleradoras de startups em atuação no Brasil /Steven Zwerink/Creative Commons

Criar uma startup com amigos, sem levar em conta competências técnicas da equipe, pode decretar o fim de uma boa ideia.
Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) aponta a estrutura da equipe como principal fator de eliminação de startups em processos de seleção de aceleradoras brasileiras.
Realizado entre outubro de 2015 e janeiro deste ano, o estudo Panorama das aceleradoras de startups no Brasil mapeou 45 aceleradoras brasileiras, analisando o comportamento e as preferências de 31 delas.
O panorama apontou a inadequação da equipe no ato da inscrição do processo seletivo como principal motivo para uma startup não ser selecionada (95%).
Demanda ineficaz e falta de escalabilidade foram os outros dois principais motivos para a exclusão do processo, ambos com 51%.
Principais fatores para uma startup não ser selecionada / Fonte: FGV-SP
Fonte: FGV-SP

A preferência está em empresas iniciantes com certo nível de maturidade de negócio ou de concepção da ideia.
Entre os estágios mais bem vistos estão o de comercialização da solução (20%), venda piloto (18%) e produto em teste interno (17%).

Localização

A maior parte das aceleradoras está concentrada na Região Sudeste (71%). O levantamento constatou que somente o Estado de São Paulo abriga 52% do total.
O Nordeste é a segunda região (16%), seguido do Sul (10%) e do Norte (3%). O estudo não identificou aceleradora no Centro-Oeste.
A duração dos processos de aceleração foi outro ponte destacado pela pesquisa. O processo pode variar de um mês a dois anos, com média de seis meses.
Durante o processo, as startups costumam receber um aporte de R$ 45 mil a R$ 255 mil. Nos extremos, há aceleradoras que não oferecem nenhum investimento financeiro e uma que oferece R$ 3 milhões.
Os valores destinados às startups estão diretamente ligados à exigência de participação. Em média, as aceleradoras ficam com 8% das startups.
Aceleradoras que não oferecem aporte financeiro não se tornam sócias da empresa no fim do processo.


Compartilhe
Publicação Anterior

Quanto tempo você gasta assistindo à TV?

Próxima Publicação

Você está preparado para os carros autônomos?

Veja também

O hackathon da Cervejaria Ambev será realizado na sede da Fábrica de Startups / Divulgação

Cervejaria Ambev faz hackathon no Rio

Compartilhe

CompartilheA Cervejaria Ambev busca interessados em participar de seu hackathon no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas no site do evento até quinta-feira (30/8). Em parceria com a Fábrica de Startups, a maratona […]


Compartilhe
O SAS também planeja lançar uma competição para resolver desafios de negócio com inteligência analítica / Divulgação

SAS prepara programa de apoio a startups

Compartilhe

CompartilheO SAS, empresa especializada em sistemas de análise de dados, planeja lançar neste ano no Brasil o programa Startup Now Analytics. A ideia é escolher até três startups e apoiá-las com: tecnologia analítica, infraestrutura e […]


Compartilhe
Rafael Steinhauser, da Qualcomm, quer fomentar o mercado brasileiro de internet das coisas / Renato Cruz/inova.jor

Qualcomm premia projetos de internet das coisas

Compartilhe

CompartilheA Qualcomm abriu as inscrições do Prêmio Tecnologias de Impacto para projetos brasileiros inovadores de internet das coisas, com uso de tecnologias de comunicação sem fio. O prazo termina em 30 de outubro. “A inovação […]


Compartilhe