Maioria prefere notícias escolhidas por algoritmo

Pesquisa aponta que 44% ainda preferem notícias selecionadas por um editor humano / Pablo/Creative Commons
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Pesquisa aponta que 44% ainda preferem notícias selecionadas por um editor humano / Pablo/Creative Commons
Pesquisa aponta que 44% ainda preferem notícias selecionadas por um editor humano / Pablo/Creative Commons

Como você encontra as notícias que lê? Provavelmente, boa parte delas vem do seu feed do Facebook ou de uma busca no Google.
A edição deste ano do Digital News Report, do Reuters Institute, apontou que a maioria das pessoas prefere que algoritmos escolham as notícias para elas, no lugar de editores humanos.
A pesquisa ouviu mais de 70 mil pessoas em 36 países (incluindo o Brasil), e descobriu que 54% preferem uma seleção feita por algoritmos. Entre pessoas com menos de 35 anos, esse percentual sobe para 64%.
Maioria prefere notícias escolhidas por algoritmo / Fonte: Reuters Institute
Fonte: Reuters Institute

Um ponto positivo dessa tendência é que, de acordo com o relatório, o software das redes sociais, buscadores e agregadores tem exposto as pessoas a uma diversidade maior de fontes de informação.
“Há pontos de vista diferentes e algumas coisas que a mídia convencional suprime para ser politicamente correta”, afirmou um dos entrevistados.
Por um lado, esse resultado reduz o temor de que os algoritmos das redes sociais estejam criando bolhas de informação, em que as pessoas veem somente aquilo que gostam de ver.
Por outro, a diversidade de fontes pode abrir espaço para notícias falsas, como apontou uma entrevistada: “Textos contraditórios, trolagem e sites de teorias da conspiração estão por toda parte, semeando problemas”.

Fontes de informação

Um ponto negativo da preferência por algoritmos é que as pessoas se lembram cada vez menos da fonte das informações.
A pesquisa ouviu 3 mil pessoas no Reino Unido. Dois terços lembraram de como chegaram às notícias (pelo Google ou Facebook, por exemplo).
Mas somente 37% se lembraram do nome do veículo responsável pela notícia achada na busca e 47% pela notícia achada na rede social.

Pessoas estão expostas a mais fontes de informação / Fonte: Reuters Institute
Fonte: Reuters Institute

Mudanças no Brasil

O relatório tem uma seção dedicada ao mercado brasileiro. Seguem alguns destaques:

  • O mercado de mídia local ainda é dominado por emissoras de televisão, presente em 97% das residências. Em comparação, 68% da população brasileira acessam a internet.
  • No ano passado, a circulação dos cinco maiores jornais pagos no País caiu quase 8%. Pelo menos sete publicações de papel deixaram de circular, incluindo o Jornal do Commercio, o segundo mais antigo do Brasil.
  • Em agosto de 2016, a Folha de S. Paulo anunciou que sua circulação digital ultrapassou a de papel. Apesar do avanço nas assinaturas digitais, somente 22% dos brasileiros afirmaram pagar por notícias online, mesmo percentual do ano anterior.
  • Em 2016, os smartphones ultrapassaram os computadores como a principal fonte de notícias online.
  • Somente 17% dos brasileiros afirmaram usar bloqueadores de anúncios, menos do que em outros países. Nos smartphones, apenas 8% instalaram ad-blockers.
  • A adoção de paywalls (bloqueios para quem não é assinante) por veículos de notícias reduziu um pouco o compartilhamento nas redes sociais.
  • O WhatsApp ganhou espaço como ferramenta de compartilhar notícias.
Principais marcas no Brasil / Fonte: Reuters Institute
Fonte: Reuters Institute

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