Como os brinquedos inteligentes podem transformar a educação

Alunos utilizam o kit de eletrônica Rute / Reprodução
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Brinquedos inteligentes: O Rute, kit de eletrônica de baixo custo, foi desenvolvido no Brasil / Reprodução
O Rute, kit de eletrônica de baixo custo para crianças, foi desenvolvido no Brasil / Reprodução

Ciência e raciocínio lógico podem ser ensinados com brinquedos inteligentes. Esse tipo de conhecimento é cada vez mais demandado pelo mercado de trabalho, com o crescimento da automação e do uso da tecnologia nas empresas.
Entretanto, levar para as escolas a cultura maker, do faça você mesmo, ainda custa caro.
O estudo Brinquedos inteligentes: hardware, apps & tecnologias 2015-2020, da Juniper Research, apontou o preço como um dos maiores obstáculos para os consumidores.
Apesar do grande interesse do público, é esperado que o preço comece a cair somente no final desta década.
Em 2015, as vendas de brinquedos inteligentes atingiram U$2,8 bilhões no mundo.

Iniciativa brasileira

No Brasil, o Rute, um kit de eletrônica para crianças, quer democratizar o acesso a essa cultura de aprender fazendo.
Criado pela Makers Brasil, empresa de educação, prototipagem e desenvolvimento de produtos, o kit ganha destaque pelo custo baixo.
Ricardo Cavallini, idealizador do projeto, conta que a ideia era criar algo simples e que pudesse ser produzido com pouco dinheiro.
“Trabalhando na minha empresa, atendi escolas particulares e senti falta de utilizar um kit de baixa curva de aprendizado. Existem kits importados maravilhosos, mas com impostos e taxas acabam ficando muito caros até mesmo para grandes escolas particulares”, explica Cavallini.
O Rute usa componentes simples que podem ser encontrados em qualquer loja e em sucata. Por ter licença aberta, pais e escolas públicas podem fabricar seus próprios kits por um custo baixo.
A empresa ainda pretende lançar kits prontos para quem deseja uma solução mais rápida para desenvolvimento.
Para Cavallini, os brinquedos inteligentes podem colaborar no aprendizado de disciplinas tradicionais e preparar os alunos para o futuro do mercado de trabalho.
“Sozinhos, os brinquedos podem divertir e servir como porta de entrada para eletrônica e programação. Usado em oficinas e aulas, podem trazer muitos outros benefícios diretos e indiretos que fazem parte da nova cultura maker e estão bem mais adaptados para a realidade tecnológica atual”, destaca Cavallini.

Experiências internacionais

Preparar a nova geração para entender melhor a tecnologia é uma preocupação de grandes empresas inovadoras. Muitas investem em projetos educacionais com brinquedos inteligentes para se aproximar dos futuros consumidores e profissionais.
No início do mês, a Amazon anunciou um plano de assinatura mensal do Stem Club, sigla em inglês de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, que oferece brinquedos educativos por US$ 20 ao mês.
Ao fazer a assinatura, os usuários recebem kits de química, robótica e ferramentas para ensinar matemática e lógica de programação.
O Google também entrou no negócio de brinquedos inteligentes com o Bloks, ainda em fase de pesquisas, que conta com a colaboração de pais e educadores.
A ideia é criar um hardware aberto para que crianças tenham experiências físicas de programação.
A Apple oferece o Swift, uma plataforma voltada para o ensino de código para as crianças que tenham um iPad.


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