
A pandemia da covid-19 e o isolamento social aceleraram a necessidade do trabalho em modelo home office e isso evidenciou que diversas empresas não estão preparadas para essa transformação.
O trabalho remoto é diferente do presencial e necessariamente exige estrutura física, compliance e cultura como principais pilares para sua viabilidade.
Estamos num cenário que a cada dia é mais digital e a capacidade de acompanhar a tendência do mercado determina o sucesso ou fracasso das empresas.
A transformação tecnológica está aumentando gradualmente e já está em todos os segmentos, em maior ou menor grau.
As áreas de saúde, logística, educação, varejo e serviços são alguns dos exemplos, já que utilizam inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT, sigla em inglês), aprendizado de máquina, automação e outras inovações.
Características necessárias

Segundo pesquisa recente divulgada pela consultoria McKinsey, as organizações líderes em transformação digital apresentam desempenho elevado e taxa de crescimento de até cinco vezes maior na comparação com as concorrentes.
Essas companhias se destacam em três aspectos:
- na estrutura organizacional com papéis e responsabilidades claros,
- na experimentação que envolve o incentivo à tomada de riscos e à criatividade, e
- no foco da jornada do cliente, atendendo às suas necessidades e expectativas.
Enquanto isso, as empresas de menor maturidade digital desenvolvem práticas pontuais e de forma isolada.
A transformação ainda se dá por conta de ferramentas físicas, como computadores, aplicativos, roteadores, smartphones, entre outros equipamentos.
Sabe-se que a estrutura é essencial e é parte do processo, mas o mais importante é engajar os colaboradores nesta jornada para que toda a tecnologia não se transforme em peso de papel.
De nada adianta os profissionais terem acesso às últimas inovações digitais se eles não estiverem preparados para utilizá-las.
Por esse motivo, boa parte das empresas acaba não conseguindo manter a produtividade nesse processo.
Porém, para que o trabalho remoto funcione de fato é necessário que exista confiança no colaborador.
Trabalhadores de alto rendimento e muito disputados pelo mercado costumam prezar por liberdade, responsabilidade e confiança.
Quanto mais autonomia os funcionários possuem, mais engajados e satisfeitos com o trabalho, o que faz com que o cliente seja bem atendido e apresente altos níveis de satisfação.
Além disso, em home office é preciso criar processos claros e alinhamentos frequentes.
Um bom exemplo do poder da transformação são as plataformas de service desk. Com elas, é possível organizar e padronizar as solicitações, endereçando cada uma delas para a área responsável.
Tudo está disponível para acesso, sendo alterado em tempo real.
Pós-pandemia
Mas qual é o modelo ideal de trabalho quando a pandemia for controlada?
A combinação do presencial com o home office tem se mostrado bastante eficiente.
O contato presencial é importante em determinados momentos, como na necessidade da interação com a equipe.
Porém, em outras situações, quando existem trabalhos que exigem concentração e introspecção, o modelo remoto será ainda mais natural do que é atualmente.
As organizações brasileiras já estão com esse processo em curso e um parceiro de gerenciamento de soluções de tecnologia da informação (TI) pode auxiliar a trilhar o caminho tecnológico com vantagens de integração e solicitações, tudo realizado de maneira digital.
Quando uma companhia e seus funcionários estão acostumados a atuar em um ambiente burocrático, é muito difícil promover a transformação digital sozinho.
A pandemia do coronavírus é uma ocasião propícia para que a transformação digital seja acelerada.
Aqueles que forem pioneiros nesse momento terão um grande diferencial competitivo por apresentar flexibilidade e resiliência e, quando essa questão for de fato superada pela sociedade, eles estarão preparados para o novo normal.
- Guilherme Morais é head de marketing da TOPdesk